domingo, 12 de dezembro de 2010

Missa de Natal na Universidade

Quarta-feira, 15 de Dezembro às 18:45
Centro Universitário Pio XII
Av. Forças Armadas (Metro: Entrecampos)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Palavra de Vida de Dezembro de 2010

«Nada é impossível a Deus» [Lc 1, 37]. (1)

Na Anunciação, Maria pergunta ao Anjo: «Como será isso?» (2), e ele responde: «Nada é impossível a Deus», dando-lhe como prova o exemplo de Isabel, que concebera um filho na sua velhice. Maria acreditou e tornou-se a Mãe do Senhor.

Deus é omnipotente. Esta Sua qualidade é mencionada em diversas situações, na Sagrada Escritura, quando se quer exprimir a força de Deus: ao abençoar, ao julgar, ao dirigir o curso dos acontecimentos, ao realizar os Seus planos.

Existe um único limite à omnipotência de Deus: é a liberdade humana. Esta pode opor-se à vontade de Deus. Mas, opondo-se a Deus, a pessoa enfraquece espiritualmente, quando, pelo contrário, seria chamada a partilhar a própria força de Deus.

«Nada é impossível a Deus».

(...) É uma Palavra que nos convida a ter uma confiança ilimitada no amor de Deus-Pai, porque, se Deus é e se o Seu ser é Amor, a confiança plena Nele não é senão uma consequência lógica.

Todas as graças estão em Seu poder: tanto as físicas como as espirituais, as possíveis e as impossíveis. E Deus concede-as tanto a quem as pede como a quem não pede, pois, como diz o Evangelho, Ele, o Pai que está no Céu, «faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus» (3). Mas Deus pede-nos para agirmos todos como Ele, com o mesmo amor universal, sustentado pela fé de que:

«Nada é impossível a Deus».

Como viver, então, esta Palavra na vida de todos os dias?

Todos nós temos que enfrentar, de vez em quando, situações difíceis, dolorosas, quer na nossa vida pessoal, quer nos relacionamentos com os outros. E experimentamos, às vezes, toda a nossa fraqueza, porque notamos em nós apegos a coisas e a pessoas que nos tornam escravos, com amarras, de que nos gostaríamos de libertar. Encontramo-nos, muitas vezes, diante de paredes de indiferença e de egoísmo, e sentimo-nos sem coragem perante acontecimentos que não conseguimos compreender.

Pois bem, nesses momentos, a Palavra de Vida pode vir em nosso auxílio. Jesus deixa-nos fazer a experiência da nossa incapacidade, não para nos desencorajar, mas para nos ajudar a compreender melhor que «nada é impossível a Deus». Ele prepara-nos para experimentar a extraordinária força da Sua graça, que se manifesta precisamente quando vemos que, com as nossas pobres forças, não conseguimos resistir.

«Nada é impossível a Deus».

Repetindo dentro de nós esta frase nos momentos mais críticos, alcançaremos da Palavra de Deus a energia que ela contém, fazendo-nos participar, de certa forma, da própria omnipotência de Deus. Mas há uma condição: temos que viver a Sua vontade, procurando irradiar à nossa volta o amor que está depositado nos nossos corações. Assim estaremos em sintonia com o Amor omnipotente de Deus pelas suas criaturas, para Quem tudo é possível, contribuindo para realizar os Seus planos sobre os indivíduos e sobre a humanidade.

Mas há um momento especial em que podemos viver esta Palavra e experimentar toda a sua eficácia: é na oração.

Jesus disse que tudo o que pedirmos, em Seu nome, ao Pai, Ele nos concederá. Procuremos, portanto, pedir-Lhe aquilo que considerarmos mais importante, com a certeza da fé de que nada é impossível a Ele: desde a solução de casos desesperados, até à paz no mundo, a cura de doenças graves, e até a resolução de conflitos familiares e sociais.

Além disso, se formos muitos a pedir a mesma coisa, estando em pleno acordo através do amor recíproco, então será o próprio Jesus no meio de nós a pedir ao Pai e, segundo a Sua promessa, seremos atendidos.

Com esta fé na omnipotência de Deus e no seu Amor, também nós pedimos um dia para N. que aquele tumor, detectado numa radiografia, "desaparecesse", ou que fosse um erro ou um fantasma. E assim aconteceu.

Esta confiança ilimitada, que nos faz sentir nos braços de um Pai a Quem tudo é possível, deve acompanhar-nos em todas as vicissitudes da vida. Não quer dizer que vamos obter sempre aquilo que pedirmos. A Sua é a omnipotência de um Pai: Ele usa-a sempre e unicamente para o bem dos seus filhos, mesmo que eles não saibam. O importante é viver cultivando a certeza de que nada é impossível a Deus, e isto vai fazer-nos experimentar uma paz nunca antes sentida.

Chiara Lubich

1) Palavra de Vida, Dezembro de 1999, publicada em Città Nuova, 1999/22, p. 7; 2) cf. Lc 1, 34; 3) cf. Mt 5, 45.

domingo, 28 de novembro de 2010

A Vida, Procura e Projecto

Para quem não pode estar presente, aqui ficam os vídeos que passaram na reunião do GJB.



São exemplos de vídeos que exploram a temática "Marketing Católico".

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Noites de Oração - Novembro

“Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Palavra de Vida de Novembro de 2010

«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8) (1)

Jesus começa a sua pregação com o Sermão da Montanha. Em frente ao lago de Tiberíades, num monte perto de Cafarnaúm, sentado – como costumavam fazer os mestres –, Jesus anuncia às multidões as bem-aventuranças. No Antigo Testamento usava-se muitas vezes a palavra «bem-aventurado», exaltando a pessoa que cumpria, das mais variadas formas, a Palavra do Senhor.

As bem-aventuranças de Jesus faziam lembrar as bem¬-aventuranças que os discípulos já conheciam. No entanto, era a primeira vez que eles ouviam dizer que os puros de coração eram, não só dignos de subir ao monte do Senhor – como cantava o Salmo – (2), mas podiam até ver Deus. Qual era, então, essa pureza tão sublime que tinha tanto mérito? Jesus haveria de o explicar melhor durante a sua pregação. Procuremos, por isso, segui-Lo para nos abeirarmos da fonte da verdadeira pureza.

«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».

Antes de mais nada, para Jesus, há um meio supremo de purificação: «Vós já estais purificados pela Palavra que vos tenho anunciado» (3). Não são tanto os exercícios rituais que purificam o espírito, mas a sua Palavra. A Palavra de Jesus é diferente das palavras humanas. Nela está presente Cristo, como também¬ – de outro modo – está presente na Eucaristia. Por meio da Palavra, Cristo entra em nós e, se a deixarmos agir, torna-nos livres do pecado e, portanto, puros de coração.

Por conseguinte, a pureza é fruto da Palavra vivida. É fruto de todas aquelas Palavras de Jesus que nos libertam dos chamados apegos, em que forçosamen¬te caímos se não tivermos o coração fixado em Deus e nos seus ensinamentos. Esses apegos podem ser em relação a coisas, a pessoas, ou a nós mesmos. Mas, se o nosso coração estiver fixado unicamente em Deus, tudo o resto se torna secundário.

Para ter êxito nesta tarefa, pode ser útil repetir a Jesus, a Deus, durante o dia, aquela invocação do Salmo que diz: «És tu, Senhor, o meu único bem!» (4).

Procuremos repetir esta frase muitas vezes e, sobretudo, quando os vários apegos ameaçarem arrastar o nosso coração para imagens, sentimentos e paixões que possam ofuscar a noção do bem e tirar-nos a liberdade.

Somos levados a olhar para certos cartazes publicitários, a assistir a certos programas de televisão? Não. Digamos-Lhe: «És tu, Senhor, o meu único bem». Será este o primeiro passo para sairmos de nós mesmos, e declarar novamente a Deus o nosso amor. É assim que vamos adquirindo a pureza.

Sentimos, por vezes, que uma pessoa ou uma actividade perturbam a nossa relação com Deus e são como um obstáculo entre nós e Deus? É o momento de Lhe repetir: «És tu, Senhor, o meu único bem». Isto ajudar-nos-á a purificar as nossas intenções e a reencontrar a liberdade interior.

«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».

A Palavra vivida torna-nos livres e puros, porque a Palavra de Deus é amor. É o amor que, com o seu fogo divino, purifica as nossas intenções e todo o nosso espírito. Porque, segundo a Bíblia, o «coração» é a sede mais profunda da inteligência e da vontade.

Mas existe um amor que Jesus nos recomenda e que nos permite viver esta bem-aventurança. É o amor recíproco, de quem está pronto a dar a vida pelos outros, seguindo o exemplo de Jesus. Esse amor cria uma corrente, cria uma reciprocidade, uma atmosfera, cuja nota dominante é precisamente a transparência, a pureza, devido à presença de Deus que é o único que pode criar em nós um coração puro (5). É vivendo o amor recíproco que a Palavra actua com os seus efeitos de purificação e de santificação.

O indivíduo isolado é incapaz de resistir muito tempo às solicitações do mundo. Pelo contrário, no amor recíproco, encontra um ambiente sadio, capaz de proteger a sua pureza e toda a sua existência cristã autêntica.

«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».

E eis, então, o fruto dessa pureza, sempre reconquistada: podemos «ver» Deus, isto é, compreender a sua acção na nossa vida e na História. Podemos ouvir a sua voz no coração. Podemos descobrir a sua presença: nos pobres, na Eucaristia, na sua Palavra, na comunhão fraterna, na Igreja.

Podemos saborear, antecipadamente, a presença de Deus, que começa já nesta vida, «pois caminhamos pela fé e não pela visão» (6) até ao momento em que O «veremos face a face» (7) por toda a eternidade.

Chiara Lubich

1) Palavra de Vida, Novembro de 1999, publicada em Città Nuova, 1999/20, p. 7; 2) cf. Sl 24, 4; 3) Jo 15, 3; 4) cf. Sl 16, 2; 5) cf. Sl 50, 12; 6) 2 Cor 5, 7; 7) 1 Cor 13, 12.