domingo, 1 de fevereiro de 2009

Palavra de Vida de Fevereiro de 2009

«Se alguém vem ter Comigo
e não Me prefere a seu pai, mãe,
esposa, filhos, irmãos, irmãs,
e até à própria vida,
não pode ser Meu discípulo».


Que vos parece? São palavras
tremendamente exigentes,
radicais, inéditas! No entanto,
aquele Jesus que declarou indissolúvel
o matrimónio e deu o mandamento
de amar a todos, e, portanto,
de amar especialmente os pais,
aquele mesmo Jesus pede agora que
se ponham em segundo lugar todos
os afectos belos da Terra, sempre
que forem um impedimento ao amor
directo, imediato a Ele. Só Deus
podia pedir tanto.
Na verdade, Jesus desenraíza
as pessoas do seu modo natural de
viver e quere-as ligadas, antes de
mais, a Ele, para realizar na Terra a
fraternidade universal.
Por isso, onde quer que encontre
um obstáculo ao seu projecto,
Deus “corta”, e no Evangelho Jesus
fala de «espada», espiritual, claro.
E chama «mortos» àqueles que
não O souberem amar mais do que
à mãe, à esposa, à vida. Lembram-
-se daquele homem que pediu para
sepultar o pai antes de O seguir? Foi
a ele que Jesus respondeu: «Deixa
que os mortos sepultem os
seus mortos» (2).

Perante uma tão grande exigência,
podemos sentir um arrepio de
medo, ou pensar que estas palavras
de Jesus só eram compreensíveis
naquela época, ou por aqueles que O
seguissem de um modo especial.
Mas não é assim. Esta frase é
válida para todas as épocas, e também
para os dias de hoje. E vale para
todos os cristãos, também para nós.
Nos tempos que correm podem
surgir muitas ocasiões para pôr em
prática o convite de Cristo.
Vives numa família onde há
alguém que contesta o cristianismo?
Jesus quer que tu o testemunhes
com a vida e, no momento oportuno,
com a palavra, mesmo à custa de
seres ridicularizado ou caluniado.
És mãe e o teu marido convida-te
a interromper a gravidez? Obedece a
Deus, e não aos homens.
Um irmão teu quer que te juntes
a um grupo com fins pouco claros,
ou mesmo reprováveis? Não te
deixes envolver. Há alguém da tua
família que te convida a arranjar
dinheiro pouco limpo? Mantém a tua
honestidade. Toda a tua família
quer arrastar-te para uma vida
mundana? Não vás, para que Cristo
não se afaste de ti.

«Se alguém vem ter Comigo
e não Me prefere a seu pai, mãe,
esposa, filhos, irmãos, irmãs,
e até à própria vida,
não pode ser Meu discípulo».



Pertencias a uma família descrente
e a tua conversão a Cristo
causou a divisão? Não te assustes.
É um efeito do Evangelho.
Oferece a Deus o sofrimento
que sentes no coração por aqueles
que amas, mas não cedas.
Cristo chamou-te a Si de um
modo especial, e agora chegou o
momento em que a tua doação total
exige que deixes o pai e a mãe, ou
talvez que renuncies à namorada.
Faz a tua escolha.
Sem combate, não há vitória.

«Se alguém vem ter Comigo
e não Me prefere a seu pai, mãe,
esposa, filhos, irmãos, irmãs,
e até à própria vida,
não pode ser Meu discípulo».


«… e até à própria vida».
Vives num lugar de perseguição
e o facto de te expores por
Cristo põe em perigo a tua vida?
Coragem. Às vezes a nossa fé pode
pedir também isto. Na Igreja, a
época dos mártires nunca acabou
completamente.
Cada um de nós, ao longo da
sua vida, há-de ter que escolher
entre Cristo e tudo o resto, para
permanecer um cristão autêntico.
Portanto, também para ti há-de
chegar esse momento.
Não tenhas medo. Não receies
perder a vida, porque mais vale
perdê-la por Deus do que nunca
mais a encontrar. A outra Vida é
uma realidade.
E não te aflijas com os teus
familiares. Deus ama-os. Se tu O
souberes preferir a eles, chegará o
dia em que Deus há-de passar por
eles para os chamar com as palavras
fortes do Seu Amor. E tu poderás
então ajudá-los a tornarem-se,
também, verdadeiros discípulos de
Cristo.


Chiara Lubich


1) Palavra de Vida, Outubro de 1978, publicada em Essere la Tua Parola. Chiara Lubich e cristiani di tutto
il mondo, vol. I, Roma 1980, pp. 111-113; 2) Lc 9, 60.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Palavra de Vida de Janeiro de 2009

«Há, pois, muitos membros, mas um só corpo» [1 Cor 12, 20]. (1)

Por acaso já estiveram alguma vez em contacto com uma comunidade viva de cristãos, de cristãos autênticos? Nunca assistiram a uma reunião destes cristãos? Já tentaram compreender a vida deles?

Se já, devem ter reparado que, entre aqueles que a constituem, existem muitas funções: há os que têm o dom da palavra e conseguem comunicar realidades espirituais de uma forma que nos toca profundamente. Há aqueles que têm o dom de ajudar, de dar assistência, de ir ao encontro das necessidades dos outros e nos deixam admirados com aquilo que conseguem, em benefício de quem sofre. Há quem saiba ensinar com uma tal sabedoria que infunde uma nova força na fé que já possuímos. Uns, têm a arte de organizar, outros, de governar. Há aqueles que sabem compreender as pessoas com quem contactam e distribuem consolação aos corações atribulados.

Sim, podemos experimentar tudo isto, mas aquilo que mais impressiona, numa comunidade realmente viva, é o único espírito que em todos reina e que parece que se sente pairar, e que faz daquela pequena e original sociedade uma coisa só, um único corpo.

«Há, pois, muitos membros, mas um só corpo».

Também S. Paulo, de uma maneira especial, se encontrou diante de comunidades muito vivas, que nasceram precisamente através da sua extraordinária palavra.

Uma destas era a jovem comunidade de Corinto, onde o Espírito Santo não tinha sido parco ao distribuir os seus dons ou carismas, como são chamados. Tanto mais que, naquele tempo, alguns destes se manifestavam de forma extraordinária, por causa da vocação especial da Igreja que estava a nascer.
Mas esta comunidade, depois de fazer a exaltante experiência dos vários dons distribuídos pelo Espírito Santo, conheceu também rivalidades e desavenças, precisamente entre quem tinha recebido esses dons.
Foi então necessário dirigirem-se a S. Paulo, que estava em Éfeso, para lhe pedirem esclarecimentos.
S. Paulo não hesita e responde com uma das suas extraordinárias cartas, explicando como devem ser usadas estas graças especiais.

Ele explica que existe uma diversidade de carismas, uma diversidade de ministérios, como o dos apóstolos, o dos profetas ou o dos mestres, mas que um só é o Senhor de Quem eles provêm. Diz que, na comunidade, existem os que fazem milagres, fazem curas; pessoas com uma aptidão excepcional para dar assistência, outras para o governo. E existem os que sabem falar línguas, e os que as sabem interpretar, mas acrescenta que eles têm origem no mesmo e único Deus.

E, se os vários dons são expressões do mesmo Espírito Santo, que os distribui livremente, então não podem deixar de estar em harmonia entre si, não podem deixar de ser complementares. Eles não são para uso pessoal, nem podem ser motivo de vaidade ou de auto-afirmação, mas foram concedidos para uma finalidade comum: construir a comunidade. A sua finalidade é o serviço. Portanto, não podem gerar rivalidades ou confusão.

S. Paulo, embora se referisse aos dons especiais que se destinavam mais precisamente à vida da comunidade, é da opinião que cada um dos seus membros tem uma capacidade própria, um talento específico, que deve pôr a render para o bem de todos, e que cada um deve estar contente com o seu. Ele apresenta a comunidade como um corpo e interroga-se: «Se o corpo inteiro fosse o olho, o que seria do ouvido? E, se todo ele fosse o ouvido, o que seria do olfacto? Deus, porém, dispôs os membros do corpo, cada um conforme entendeu. Se todos fossem um só membro, que seria do corpo?» (2). Pelo contrário:

«Há, pois, muitos membros, mas um só corpo».

Se cada um é diferente, cada um pode ser uma dádiva para os outros. Deste modo, cada um será o que deve ser, e pode realizar o projecto de Deus sobre si, em relação aos outros. E S. Paulo vê na comunidade, onde os diversos dons actuam, uma realidade a que dá um esplêndido nome: Cristo. O facto é que aquele original corpo que os membros da comunidade compõem é, realmente, o Corpo de Cristo. Pois Cristo continua a viver na sua Igreja, e a Igreja é o seu Corpo. Pelo Baptismo, o Espírito Santo incorpora o crente em Cristo e depois insere-o na comunidade. E nela todos são Cristo: todas as divisões são eliminadas, todas as discriminações ultrapassadas.

«Há, pois, muitos membros, mas um só corpo».

Se o corpo é um só, os membros da comunidade cristã realizam bem o seu novo modo de viver se actuarem entre eles a unidade, aquela unidade que pressupõe a diversidade, o pluralismo. A comunidade não se assemelha a um bloco de matéria inerte, mas a um organismo vivo com vários membros.
Para os cristãos, provocar divisões é o contrário daquilo que devem fazer.

«Há, pois, muitos membros, mas um só corpo».

Como deveremos então viver esta nova Palavra que a Escritura nos propõe?
É preciso que tenhamos muito respeito pelas várias funções, pelos dons e talentos existentes na comunidade cristã.

É necessário dilatar o nosso coração sobre toda a variada riqueza da Igreja, e não apenas a da pequena Igreja que frequentamos e conhecemos melhor – a comunidade paroquial ou a associação cristã a que estamos ligados, ou o Movimento eclesial de que somos membros. Dilatar o coração sobre a Igreja universal, nas suas múltiplas formas e expressões.

Devemos sentir tudo como nosso, porque fazemos parte deste único corpo.
Então, tal como temos em consideração e protegemos cada um dos membros do nosso corpo físico, do mesmo modo devemos fazer também com cada membro do corpo espiritual.

(…) Devemos ter estima por todos, fazer o que pudermos para que todos possam tornar-se úteis à Igreja, do melhor modo possível.

(…) Não devemos desprezar, no entanto, aquilo que Deus nos pede ali onde nos encontramos, por mais monótono e sem significado que possa parecer o nosso trabalho quotidiano. Todos pertencemos a um mesmo corpo e, como membros, cada um participa na actividade do corpo inteiro, permanecendo no lugar que Deus escolheu para ele.

O essencial, além de tudo, é que possuamos aquele carisma que, como anuncia S. Paulo, ultrapassa todos os outros, e que é o Amor: o amor por cada pessoa que encontrarmos, o amor por todas as pessoas da Terra. É com o amor, com o amor recíproco, que os muitos membros podem ser um só corpo (3).

Chiara Lubich

1) Palavra de Vida, Janeiro de 1981; 2) cf. 1 Cor 12, 17-19; 3) A versão integral (da qual, por exigências de espaço, transcrevemos aqui só alguns trechos) está publicada em: Chiara Lubich, Costruire sulla roccia, Roma 1983, pp. 17-21.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Deus é um Deus que dá presentes!

No passado domingo tivemos um encontro muito especial!
No meio da correria e da preparação de mais um Natal conseguimos parar um bocadinho e pensar realmente no Natal..
Foram-nos colocadas várias perguntas...
Afinal o que é o Natal?
Como pode este facto tão simples ecoar desta forma há já 2008 anos?
Sabemos que o Natal nos dias de hoje, tem uma componente muito comercial nos dias de hoje. Como pode o nascimento de Jesus fazer parte desse meio, como pode fazer sentido a sua presença?
Realmente, o Natal só faz sentido se o vivermos com o nosso inteiro coração, porque só assim, conseguimos viver a sua verdadeira magia..
Por vezes, é dificil vive-lo na correria dos presentes, mas... "Deus é um Deus que dá presentes"!
As vezes, não é preciso procurarmos nas lojas mais próximas um presente de Natal, nem procurarmos na internet como tornar este Natal especial...basta olhar um bocadinho à nossa volta, sem nunca esquecer deste Menino que vai nascer.
Deixo-vos um video muito especial!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Palavra de Vida de Dezembro de 2008

“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (Lc 22,42b)

Você se lembra? É a oração que Jesus dirige ao Pai no Horto das Oliveiras e que dá sentido à sua paixão, depois da qual veio a ressurreição. Essa frase exprime em toda a sua intensidade o drama que se passa no íntimo de Jesus. Revela a ferida interior provocada pela repugnância profunda da sua natureza humana diante da morte que o Pai quis para ele.Mas Cristo não esperou esse dia para adequar a sua vontade à vontade de Deus. Ele fez isso durante toda a vida. Se foi essa a conduta de Cristo, essa deve ser a atitude de cada cristão. Também você deve repetir na sua vida:

“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”

Talvez você ainda não tenha pensado nisso, mesmo sendo batizado, mesmo sendo filho da Igreja. Talvez você tenha reduzido essa frase a uma mera expressão de resignação, que se pronuncia quando não se pode fazer mais nada. Mas essa não é a sua verdadeira interpretação. Veja bem. Na vida você pode escolher uma destas duas direções: fazer a própria vontade ou optar livremente por fazer a vontade de Deus. Então você terá diante de si duas possibilidades: a primeira, que será logo decepcionante, porque você vai querer escalar a montanha da vida com suas idéias limitadas, com seus próprios recursos, com seus pobres sonhos, somente com as suas forças. A partir daí, mais cedo ou mais tarde, virá a experiência da rotina de uma existência marcada pelo tédio, pela mediocridade, pelo pessimismo e, às vezes, pelo desespero. A partir daí virá a experiência de uma vida monótona – apesar dos seus esforços para torná-la interessante – que nunca chegará a satisfazer suas exigências mais profundas. Isso você tem que admitir, não pode negar. A partir daí, no final de tudo, ainda virá uma morte que não deixará rastro algum, mas apenas algumas lágrimas e depois o esquecimento inexorável, total e universal. A segunda possibilidade é aquela em que também você repete:


“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”

Veja bem: Deus é como o sol. Do sol partem muitos raios que atingem cada homem: representam a vontade de Deus para cada um. Na vida, o cristão, e também todo homem de boa vontade, é chamado a caminhar rumo ao sol, na luz do seu próprio raio, diferente e distinto de todos os outros. Assim realizará o projeto maravilhoso, pessoal, que Deus preparou para ele. Se também você agir assim, vai se sentir envolvido numa divina aventura, nunca sonhada. Você será ao mesmo tempo ator e espectador de algo grandioso que Deus realiza em você e, por meio de você, na humanidade. Tudo o que lhe acontecer, como sofrimentos e alegrias, graças e desgraças, fatos de relevo (como sucessos e sorte, acidentes ou mortes de entes queridos), fatos corriqueiros (como o trabalho do dia-a-dia em casa, no escritório ou na escola), tudo, tudo vai adquirir um significado novo porque lhe será oferecido pelas mãos de Deus que é Amor. Tudo o que ele quer, ou permite, é para o seu bem. E se, de início, você acreditar nisso somente com a fé, depois enxergará com os olhos da alma como que um fio de ouro a ligar acontecimentos e coisas, a tecer um magnífico bordado, que é o projeto que Deus preparou para você.Talvez você se sinta atraído por esse modo de ver as coisas, talvez queira sinceramente dar à sua vida o sentido mais profundo.Então ouça. Antes de tudo vou lhe dizer quando você deve fazer a vontade de Deus.Pense um pouco: o passado já se foi e você não pode mais alcançá-lo; só lhe resta colocá-lo na misericórdia de Deus. O futuro ainda não chegou; você vai vivê-lo quando ele se tornar atual. Apenas o momento presente está em suas mãos. É justamente nele que você deve procurar viver a frase:

“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”

Quando você viaja – e também a vida é uma viagem –, permanece sentado tranqüilamente em seu lugar. Nem lhe passa pela cabeça a idéia de ficar caminhando para frente e para trás no ônibus ou no vagão do trem. Essa atitude seria de quem quisesse viver a vida sonhando com um futuro ainda inexistente, ou pensando no passado que jamais voltará. Não, o tempo caminha por si mesmo. É preciso concentrar-se no presente; então chegaremos à plena realização de nossa vida terrena. Você me perguntará: mas como posso distinguir entre a vontade de Deus e a minha? No presente não é difícil saber qual é a vontade de Deus. Vou lhe indicar um caminho: preste atenção à voz do seu íntimo, uma voz sutil, que talvez você tenha sufocado muitas e muitas vezes, e que se tornou quase imperceptível. Mas, procure ouvi-la bem – é voz de Deus (cf. Jo 18,37; cf. Ap 3,20). Ela lhe diz que este é o momento de estudar, ou de amar algum necessitado, ou de trabalhar, ou de vencer uma tentação, ou de cumprir um dever de cristão ou outro dever de cidadão. Ela o convida a dar ouvidos a alguém que lhe fala em nome de Deus, ou a enfrentar corajosamente situações difíceis... Ouça, ouça. Não sufoque essa voz. É o tesouro mais precioso que você possui. Siga-a. E, então, você construirá momento por momento a sua história, que é ao mesmo tempo história humana e divina, porque feita por você em colaboração com Deus. E você verá maravilhas. Verá o que Deus pode realizar numa pessoa que diz com toda a sua vida:

“Não seja feita a minha vontade, mas a tua!”

Chiara Lubich

Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em agosto de 1978.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

6º Dia: O Cântico do amor

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num
espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.


(1 Cor 13, 1-13)


Consciência
Quando fazes algum gesto bonito para alguém, sentes que estás a amar verdadeiramente?

Pratica
Amar é algo concreto... Para alem dos adjectivos no texto que nos dizem o que é o Amor, quantos mais utilizarias para descrever o Amor?

Maturidade
Por vezes é complicado perceber o que Deus nos quer dizer em algumas leituras. Já te aconteceu perceberes só mais tarde o que Ele queria dizer-te?

Oração/Reflexão

Eu por ti,
acertaria o meu passo ao teu caminhar.
Eu por ti,
o teu problema arcaria sobre mim
e abraçaria o horizonte
que trazes dentro do teu olhar.

Eu por ti,
Buscar-te-ia no mar da tua solidão.
Eu por ti,
te encontraria no grito dos teus porquês,
não pensando às minhas decisões
e aos meus critérios se falas tu...

Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos.
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões.
Eu por ti, eu por ti,
perder-me-ia no teu pranto,
cantaria o teu próprio canto,
que esta força em mim,
deixaria a ti primeiro
colher a flor do meu jardim.


Eu por ti,
faria ecoar no meu peito a voz da tua dor.
Eu por ti,
suportaria a tua fragilidade
e ancorar-te-ia à minha mão
se fosses arrastado na maré...

Eu por ti,
faria minha a angústia que vive em ti.
Eu por ti,
entregaria os meus trunfos à tua mão;
e por ti sentiria a saudade
pelo fragor da terra que deixaste...

Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos.
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões.
Eu por ti, eu por ti,
seria o eco do teu canto,
na apatia e na alegria,
que esta força em mim,
deixaria a ti primeiro
colher a flor do meu jardim.

Desafio

Jesus revela-se muitas vezes através dos outros. Que cada gesto que faças hoje seja oferecido a Ele. Que cada coisa fácil ou difícil seja feita por Amor. Que em cada gesto digas: "Por Ti Jesus! Faço isto por Ti"!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

5º Dia: Como Paulo compara o nosso corpo com a vida da comunidade

Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito.
O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: «Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfacto?
Deus, porém, dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.
Não pode o olho dizer à mão: «Não tenho necessidade de ti», nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: «Não tenho necessidade de vós.» Pelo contrário, quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais são necessários, e aqueles que parecem ser os menos honrosos do corpo, a esses rodeamos de maior honra, e aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro; os que são decentes, não têm necessidade disso.
Mas Deus dispôs o corpo, de modo a dar maior honra ao que dela carecia, para não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria.
Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro. E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? Aspirai, porém, aos melhores dons.
Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros.



(1 Cor 12, 12-31)

1. Tu és importante no Grupo de jovens. O que aconteceria se já não quisesses fazer parte deste "Corpo"?
2. Na tua equipa do Grupo (Pés, Mãos, Cabeça, Coração, Fontes de Fé, Coro), qual achas que é a tua função?
3. Na nossa Família também somos muito importantes. De que forma te fazes presente na tua Família?

Desafio

Já falaste com alguém do Grupo hoje? Que tal ligares a alguém que já não falas há muito tempo para porem a conversa em dia?

Oração

Faz um pequeno exame de consciência sobre as tuas atitudes.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

4º Dia: Livres no amor

"Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo.
Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros. Mas eu digo-vos: caminhai no Espírito, e não realizareis os apetites carnais. Porque a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à carne; são, de facto, realidades que estão em conflito uma com a outra, de tal modo que aquilo que quereis, não o fazeis."

(Gal 5,13-17)

“Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” uma frase de oito palavras mas tão intensa e tão difícil cumprir. Pensa em coisas do teu dia que te pese na consciência. Imagina agora estes teus actos mas agora aplicados contra ti. É tão fácil perceber este mandamento, mas tão difícil cumpri-lo.

1. As vezes na vida, nas nossas relações inter-pessoais parece que nos “mordemos e devoramo-nos” uns aos outros por ciúme ou egoísmo. Por uma melhor nota na escola, uma promoção no emprego…deixar para trás o outro e esquece-lo, para total proveito nosso. Pensa em momentos da tua vida em que já viveste ou presenciaste uma situação destas.

Desafio

Deus fez-nos livres. É neste liberdade que Deus nos pede uma escolha. Segui-lo ou viver sem a sua presença? Amanhã ao longo do teu dia, saboreia os momentos de liberdade que Deus te dá e em que sentes a sua presença confirmando que segui-lo vale mesmo a pena.

Oração

Jesus, alegria dos nossos corações, o teu Evangelho assegura-nos que o Reino de Deus está no meio de nós. Abrem-se então em nós as portas da simplicidade e da inocência.

Pai Nosso