domingo, 19 de outubro de 2008
Reunião de dia 17 de Outubro
Mais do que divagarmos sobre a pobreza e os flagelos mundiais, reunimos as nossas mentes e corações e pusemos na prática, o que verdadeiramente importa para que possamos mudar o mundo:fé!
Eu deixei-vos a acreditar que vai nascer da nossa campanha mais uma mudança no "mundo"...E acredito ainda mais que não é preciso muito para que o possamos mudar...O velho cliché, do "não podes mudar o mundo", é uma mentira que sabe bem e nos vai enganando a vontade de fazer mais.Porque há muitos mundos e muitos lugares...e se mudarmos, nem que seja um deles, causará impacto no universo inteiro...
Eu hei-de acreditar sempre que podemos mudar o mundo inteiro...Isso muda-nos também, transforma as nossas preocupações e faz-nos aprender que só precisamos de uma coisa:Fé!!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Workshop 1 video = 1 mensagem

domingo, 12 de outubro de 2008
1.º encontro do Grupo de jovens 2008/2009
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Palavra de Vida de Outubro de 2008
Nunca te aconteceu receberes uma prenda de um amigo e sentires logo o desejo de lhe retribuir? E de fazer isso não tanto para cumprir uma obrigação, mas por um sentimento verdadeiro de amor e reconhecimento? Tenho a certeza que sim.
Se isto sucede connosco, imagina como será com Deus, com Deus que é Amor.
Ele retribui sempre todas as ofertas que fazemos aos nossos próximos em Seu nome. É uma experiência que os cristãos verdadeiros fazem com muita frequência. E, de cada vez, é sempre uma surpresa. Nunca nos habituamos à imaginação de Deus. Poderia dar-te mil ou dez mil exemplos. Poderia até escrever um livro acerca disso. Verias como é verdadeira aquela imagem – «uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante, será lançada no vosso regaço» –, que representa a abundância com que Deus retribui, representa a Sua magnanimidade.
«Já era noite em Roma. No apartamento de uma cave, um pequeno grupo de raparigas, que queriam viver o Evangelho, davam as boas-noites. Nisto, toca a campainha. Quem seria àquela hora? Era um homem, em pânico, desesperado: no dia seguinte ia ser expulso de casa com a família, porque não tinha dinheiro para pagar a renda. As raparigas olharam umas para as outras e, num acordo silencioso, abriram a gavetinha onde, em envelopes separados, tinham guardado o resto dos seus salários e uma reserva para pagar o gás, o telefone e a electricidade. Deram tudo àquele homem, sem pensar duas vezes. E foram dormir, felizes. Alguém haveria de pensar nelas. Mas ainda o dia não tinha nascido, quando o telefone tocou. "Vou já para aí, de táxi", disse aquele mesmo homem. Admiradas com o meio de transporte que ia usar, as raparigas ficaram à espera. Pela expressão do visitante, qualquer coisa tinha mudado: "Ontem à noite, quando cheguei a casa, encontrei uma carta a comunicar-me uma herança que nunca pensei que fosse receber. O meu coração sugeriu-me logo que vos desse metade do dinheiro". A quantia era exactamente o dobro daquilo que elas generosamente tinham dado».
«Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante, será lançada no vosso regaço».
Já alguma vez fizeste uma experiência deste género? Se ainda não, lembra-te que a nossa oferta deve ser feita desinteressadamente, a quem quer que nos peça, sem esperar que seja retribuída.
Experimenta. Mas não o faças para ver o resultado, mas só porque amas a Deus.
Vais dizer-me: «Mas eu não tenho nada».
Não é verdade. Se quisermos, temos tesouros imensos e inesgotáveis: o nosso tempo livre, o nosso afecto, o nosso sorriso, o nosso conselho, a nossa cultura, a nossa paz, a nossa palavra para convencer aqueles que podem dar qualquer coisa a quem não tem...
Vais-me dizer ainda: «Mas eu não sei a quem dar».
Olha à tua volta: lembra-te daquele doente no hospital, daquela senhora viúva sempre sozinha, daquele teu colega tão desanimado porque perdeu o ano, daquele jovem desempregado sempre triste, do teu irmãozito que precisa da tua ajuda, daquele amigo que está na cadeia, daquele aprendiz hesitante. É neles que Cristo está à tua espera.
Assume um novo tipo de comportamento, o do cristão – totalmente impregnado de Evangelho –, que é um comportamento anti-egoísta e despreocupado. Renuncia a pôr a tua segurança nos bens da Terra e apoia-te em Deus. É assim que se irá ver a tua fé n'Ele. E em breve será confirmada, pela oferta que voltarás a receber.
E é lógico que Deus não procede assim para te enriquecer ou para nos enriquecer. Ele faz isso para que outros, muitos outros, ao ver os pequenos milagres que se realizam com o nosso dar, também façam o mesmo. Ele faz isso para que, quanto mais tivermos, mais possamos dar. Para que – como verdadeiros administradores dos bens de Deus – façamos circular tudo na comunidade que nos rodeia, até que se possa dizer, como se dizia da primeira comunidade de Jerusalém: entre eles não havia nenhum pobre (2).
Vais sentir que, assim, contribuis para dar uma segurança interior à revolução social que o mundo espera.
«Dai e ser-vos-á dado».
É claro que Jesus estava a pensar, em primeiro lugar, na recompensa que vamos receber no Paraíso. Mas tudo o que acontece nesta Terra é já um prelúdio e uma garantia do Paraíso.
Chiara Lubich
1) Palavra de Vida, Junho de 1978. Publicada em Essere la tua Parola, Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, Roma 1980, pp. 49-51; 2) cf. Act 4, 34.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Palavra de Vida de Setembro de 2008
«Amai os vossos inimigos». Realmente é forte! É uma reviravolta completa na nossa maneira de pensar e faz-nos dar um rumo totalmente diferente ao leme da nossa vida! Porque, não podemos negar: um inimigo… seja ele pequeno ou grande, todos temos. Muitas vezes está mesmo na porta ao lado, no apartamento do vizinho, ou naquela senhora tão antipática e intriguista de quem procuramos fugir sempre que ela tenta entrar connosco no elevador… Está naquele meu parente que, há trinta anos, foi injusto com o meu pai. Por isso, desde aí deixei de lhe falar e de o cumprimentar…Se calhar, está na tua turma, sentado na carteira atrás da tua. Mas nunca mais o olhaste de frente, desde que foi fazer queixa de ti ao professor… É aquela rapariga que foi tua namorada, mas que depois te abandonou para ir com outro… É aquele comerciante que te enganou… São aqueles tais que, na politica, não têm as mesmas ideias que nós e, por isso, consideramo-los nossos inimigos. E ainda há, e sempre houve, quem considere os sacerdotes seus inimigos e odeie a Igreja.Pois bem: todos estes e uma quantidade de outras pessoas a quem consideramos inimigas, devem ser amadas.Devem ser amadas? Sim, amadas! E não pensemos que já fazemos o suficiente se nos limitarmos simplesmente a mudar o sentimento de ódio para outro sentimento mais condescendente. Não podemos ficar por aí. Ouçamos o que diz Jesus:
«Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam»
Estão a ver? Jesus quer que vençamos o mal com o bem. Quer um amor traduzido em gestos concretos. É o caso de perguntar: mas como é que Jesus dá um mandamento destes? O facto é que Ele quer moldar o nosso comportamento segundo o de Deus, seu Pai, que «faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (2).É isso! Nós não estamos sozinhos no mundo: temos um Pai e devíamos ser semelhantes a Ele. Mas não é só isso. Deus tem direito a esta nossa atitude porque Ele amou-nos quando nós ainda éramos Seus inimigos, quando ainda estávamos no mal. Ele amou-nos primeiro (3), mandando-nos o Seu Filho, que morreu daquela maneira terrível por cada um de nós.
«Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam»
O pequeno Jerry, de Washington, tinha aprendido esta lição. Embora fosse negro, devido ao seu alto quociente de inteligência, tinha sido admitido numa classe especial, só para rapazes brancos. Mas a sua inteligência não conseguiu fazer compreender aos companheiros que ele era igual a eles. A sua pele negra tinha atraído o ódio geral. De tal modo que, no dia de Natal, todos os rapazes deram prendas uns aos outros, mas simplesmente ignoraram o Jerry. Ele, como criança que era, chorou por causa disso, e compreende-se! Ao chegar a casa, pensou em Jesus: "Amai os vossos inimigos" e, falando com a sua mãe, comprou muitas prendas que ofereceu com amor a todos os seus "irmãos brancos".
«Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam»
Que sofrimento naquele dia para a Elisabetta, uma menina de Florença. Ao subir os degraus, para ir à missa, notou que um grupo de crianças da sua idade se ria dela! Embora tivesse vontade de reagir, ela sorriu, e, entrando na igreja, rezou muito por eles. À saída, fizeram-na parar e perguntaram-lhe qual o motivo do seu comportamento. Ela explicou que era cristã, por isso devia amar sempre. E disse-o com uma convicção ardente. O seu testemunho foi premiado: no domingo seguinte, viu todos aqueles jovens na igreja, muito atentos, na primeira fila. É desta forma que os jovens tomam a sério a Palavra de Deus. Por isso são grandes diante de Jesus.Talvez convenha que também nós restabeleçamos a amizade nalguma situação duvidosa, tanto mais que vamos ser julgados segundo o modo com que julgarmos os outros. É que, de facto, somos nós que damos a Deus a medida com que nos deve medir (4). E não é verdade que lhe pedimos: «Perdoa-nos as nossas ofensas, como nós perdoamos aos que nos ofenderam» (5)?Amemos, pois, os inimigos! Só agindo desse modo é que se pode acabar com as faltas de unidade, abater as barreiras, construir a comunidade.É duro? É difícil? Perdemos o sono só de pensar nisso? Coragem! Não é o fim do mundo: basta um pequeno esforço da nossa parte e Deus faz o resto, e… no nosso coração vamos sentir uma alegria enorme.
Chiara Lubich
1) Palavra de Vida, Maio de 1978. Publicada em Essere la tua Parola, Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, Roma 1980, pp. 27-29; 2) cf. Mt 5, 45; 3) cf. 1 Jo 4, 19; 4) cf. Mt 7, 2; 5) Mt 6, 12.
domingo, 17 de agosto de 2008
Projecto "Água para Abamkwam"
No passado dia 14 de Agosto de 2008, recebemos um email do Fernando com o pedido de ajuda urgente.
Olá,
Já estou no Ghana e está tudo a correr bem. Até o tempo ajuda, pois esta na época fresca e com alguma chuva. Vi já alguns projectos que se realizaram e também estive na aldeia "Abamkwam" aonde passarei algum tempo.
Tive uma reunião com o "Chief" e toda a sua comitiva. Foi muito interessante ver como eles tem presente que o mais importante é desenvolver a escola e a
educação dos seus filhos. No final da reunião o "Chief" disse: "You are a man of God". Surpreendeu-me esta afirmação e ao mesmo tempo deu-me um grande sentido de responsabilidade diante desse povo e diante de Deus.
Nessa aldeia encontrei uma serie de situações muito difíceis que me estão a levar a antecipar a minha permanência em Abamkwam, doenças muito estranhas nas crianças e nunca foram a um hospital, mas sobretudo foi a situação da água que mais me chamou a atenção. Nas fotos em anexo, verás o lago onde as pessoas vão buscar a água para beber. Dá arrepios, também porque eu terei de beber desta
água... durante o tempo em que lá estiver. Ora tudo isto por que já há algum tempo que se estragou o mecanismo da bomba de agua do único poço que existe na aldeia e que também mando uma foto do "Chief" comigo junto da referida bomba de agua inutilizada.
Ora com toda esta explicação, eu queria fazer-lhes uma proposta. Sei bem que esta é uma época difícil pelas férias, mas tudo pode ser possível. Eu estive na cidade mais próxima para saber quanto poderia custar o mecanismo para recuperar essa preciosa bomba desse precioso bem da Humanidade que é a agua e tudo andaria pelos 350 a 370 euros. Nessa aldeia não existe o conceito do dinheiro. Estamos a ver como fazer para poder juntar algum dinheiro, vendendo alguns produtos naturais na cidade mais vizinha,mas isso seria demasiado longo para o problema que há que resolver.
Pensas que o grupo de jovens poderia aceitar este desafio com a urgência que pode merecer este assunto, tendo em conta que toda esta população se está alimentar desta agua com todas as consequências que isto comporta? (...) Miguel, perdoa "a situação" e aguardo notícias com uma certa ansiedade, como podes imaginar. (...)
Contem sempre comigo e com a minha oração e empenho,
Fernando
Em virtude das circunstâncias que envolvem o problema, decidimos agir de imediato.
Duração
O projecto deverá estar concluído até 6.ª feira, dia 22 de Agosto.
Objectivo
- Angariar 370,00€ para serem enviados para o Fernando no Gana para suportar os custos de reparação da bomba de água que abastece Abamkwam.
- Enviar esse valor para o Gana até sexta-feira através da Western Union.
Desafio
A proposta que fazemos é a seguinte:
- Cada membro do Grupo de Jovens contribuirá com um donativo;
- Cada família de um membro do Grupo de Jovens será convidada a participar também com um donativo; para tal, os membros do Grupo de Jovens deverão explicar para que se trata este donativo à sua família.
A recolha de donativos será efectuada pelas seguintes pessoas:
- Ricardo Escaleira e Carina Castro em Queluz de Baixo;
- Miguel Figueiredo, Andreia Figueiredo, Andreia Nogueira e Susana Cardoso nas restantes localidades;
O dinheiro poderá ser entregue em mão a estas pessoas. Estas pessoas, também assumiram a tarefa de avisar todo o Grupo visto que muita gente está de férias e precisa de ser avisado! Quem estiver por cá e puder colaborar, por favor contacte estas pessoas para ajudar na divulgação. Todos são convidados a contribuir de acordo com a suas possibilidades.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Palavra de Vida de Agosto de 2008
Quantos próximos encontramos ao longo do dia, desde a manhã até à noite! Em todos eles devemos ver Jesus. Se o nosso olhar for simples, é como o olhar de Deus. E Deus é Amor e o amor quer unir, conquistando.
Há muitas pessoas que, erradamente, olham para as criaturas e para as coisas com a intenção de as possuir. E o seu olhar é egoísmo ou inveja ou, de qualquer forma, pecado. Ou olham para dentro de si próprias para se possuírem, para possuírem a sua alma, e o olhar delas é mortiço porque aborrecido ou perturbado.
A alma, porque é imagem de Deus, é amor e o amor voltado para si mesmo é como uma chama que, se não for alimentada, se apaga.
Olhemos para fora de nós: não olhemos para nós, nem para as coisas, nem para as criaturas. Olhemos para Deus, fora de nós, para nos unirmos a Ele.
Deus está no fundo de cada pessoa que ama e, se não amar, é um tabernáculo de Deus, vazio, à espera que Ele dê alegria e expressão à sua existência.
Olhemos, portanto, para cada irmão amando e amar é dar. E, em quem recebe, pode nascer o desejo de dar e seremos também amados.
Deste modo, o amor é amar e ser amado: como na Santíssima Trindade.
Deus em nós arrebatará os corações, acendendo neles a Santíssima Trindade que já ali repousa, pela graça, mas que está apagada.
Não se consegue acender a luz num ambiente – mesmo que lá exista a corrente eléctrica – enquanto não se puserem os dois pólos em contacto.
Também a vida de Deus em nós é assim. Deve ser posta a circular para poder irradiar para fora e testemunhar Cristo: o Uno que liga o Céu à Terra, irmão a irmão.
Olhemos, portanto, para cada irmão dando-nos, para nos darmos a Jesus. E Jesus há--de dar-se a nós. É a lei do amor: «Dai e ser-vos-á dado» (Lc 6, 38).
Temos que nos dar aos irmãos – por amor a Jesus –, tornarmo-nos “alimento” deles, como outra Eucaristia. Pormo-nos totalmente ao serviço deles, que é estar ao serviço de Deus. E os irmãos retribuir-nos-ão esse amor. E, no amor fraterno, está o cumprimento de todos os desejos de Deus, que estão no mandamento: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros» (Jo 13, 34).
O amor é um Fogo que une os corações em fusão perfeita.
Então, encontraremos em nós já não nós próprios, já não os irmãos. Vamos encontrar o Amor, que é Deus, vivo em nós.
E o Amor em nós leva-nos a amar outros irmãos porque, estando os olhos sãos, reencontrar-Se-á neles e todos serão uma coisa só.
À nossa volta crescerá a Comunidade, como à volta de Jesus: doze, setenta e dois, milhares...
É o Evangelho que, ao fascinar – porque é Luz no amor –, arrebata e atrai.
Depois, talvez acabemos por morrer numa cruz, para não sermos mais do que o Mestre. Mas morreremos por quem nos crucificar, e assim o amor terá a última vitória.
Mas a sua linfa – derramada nos corações – não morrerá.
Fecundando, dará frutos de alegria, paz e Paraíso aberto.
E a glória de Deus crescerá.
Mas, nós, sejamos na Terra o Amor perfeito!
Chiara Lubich
Publicada no jornal “La Via”, 12 de Novembro de 1949, e retomada, em parte, em: Chiara Lubich, La dottrina spirituale, Roma 2006, pp. 134-135.
