quinta-feira, 10 de julho de 2008

Websites de Grupos de Jovens

A ideia desta página é muito simples: ser um directório de websites de Grupos de Jovens tal como nós. É para ir preenchendo aos poucos...



Diocese de Lisboa
Vigararia II
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Vigararia VII

sábado, 5 de julho de 2008

XI Peddy Paper da AJP





No passado dia 5 de Julho realizou-se um Peddy Paper em Sintra organizado pela Associação Juvenil Ponte.
O dia estava fantástico e o percurso iniciou-se às 9h na Casa Mantero, na Biblioteca Municipal de Sintra.
Formamos ai a nossa equipa, sendo constituida pela a Andreia Nog., a Vera, o Tiago, o irmão do Tiago, outra Andreia, o Pedro Esc. e o Igor. Como podem reparar eramos uma equipa muito forte!


Ao todo neste Peddy participaram 27 equipas, sendo estas não só formadas por pessoas pertencentes à Associação Ponte e aos demais grupos de jovens conhecedores desta associação, mas também, à comunidade envolvente.
Percorrendo desde as ruas de Sintra, aos caminhos mais complicados, por entre árvores e pedras, passando por Santa Eufémia, palácio da Pena e actividades de rappel, ao mesmo tempo que se ia respondendo às perguntas que nos iam colocando em cada posto, o peddy permitiu-nos conhecer lugares por onde nunca tinhamos passado, bem como, realizar actividades nunca antes realizadas...

Foi realmente um verdadeiro desafio!

No final do dia, apesar de já estarmos a "morrer" de cansaço, tivemos uma grande surpresa. A nossa grande equipa fica em 4º lugar!
Realmente, quando estamos todos unidos, quando trabalhamos todos em conjunto, conseguimos mesmo vencer barreiras...

Obrigada, por este grande dia!

Sem dúvida que iremos lá estar para o ano!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Palavra de Vida de Julho de 2008

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas”. (Mt 7,12)

Você já sentiu alguma vez uma sede de infinito? Já sentiu alguma vez em seu coração o desejo ardente de abraçar a imensidão? Ou, então: já percebeu alguma vez em seu íntimo a insatisfação por aquilo que faz, pelo que você é?Se assim for, ficará feliz por encontrar uma fórmula que lhe dê a plenitude com que tanto você sonha: algo que não deixe remorsos pelos dias que se vão semivazios...Há uma frase no Evangelho que faz pensar e que, se entendida nem que seja um pouco, faz vibrar de alegria. Nela está condensado o que devemos fazer na vida. Ela resume cada lei que Deus imprimiu no fundo do coração de cada homem. Ouça esta frase:

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.”

Ela se chama “regra de ouro”.Foi Cristo quem a trouxe, mas já era universalmente conhecida. O Antigo Testamento a trazia. Séneca a conhecia, e o chinês Confúcio, no Oriente, a repetia. E outros ainda. Isso mostra o quanto ela importa a Deus: ele quer que todos os homens façam dela a norma de suas vidas.É linda de ler e ecoa como um slogan.Ouça-a novamente:

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.”

Amemos assim cada próximo que encontramos no correr do dia.Imaginemos estar na sua situação e tratemo-lo como gostaríamos de ser tratados em seu lugar.A voz de Deus que mora dentro de nós haverá de nos sugerir a expressão de amor adequada a cada circunstância.Ele está com fome? Estou com fome eu – pensemos. E demos a ele de comer.Sofre injustiça? Sou eu que a sofro!Está nas trevas e na dúvida? Sou eu que estou. E lhe digamos palavras de conforto, e dividamos com ele suas angústias, e não sosseguemos enquanto ele não se sentir iluminado e aliviado. Nós quereríamos ser tratados assim.É alguém com deficiência física? Quero amá-lo até quase sentir em meu corpo e em meu coração a sua deficiência, e o amor haverá de me sugerir o recurso certo para fazer que se sinta igual aos outros, aliás, com uma graça a mais, pois nós cristãos sabemos o valor do sofrimento.E assim com todos, sem discriminação alguma entre simpático e antipático, entre jovem e ancião, entre amigo e inimigo, entre compatriota e estrangeiro, entre bonito e feio... O Evangelho quer realmente dizer todos.Tenho a impressão de ouvir um murmúrio geral...Compreendo... Talvez essas minhas palavras pareçam simples, mas quanta mudança elas exigem! Quão longe estão do nosso modo costumeiro de pensar e de agir!Mas, coragem! Tentemos.Um dia passado assim vale uma vida. E, à noite, não nos reconheceremos mais a nós mesmos. Uma alegria jamais sentida nos invadirá. Uma força se apoderará de nós. Deus estará connosco, porque está com aqueles que amam.Os dias se seguirão plenos.Às vezes, pode ser que reduzamos a marcha, que sejamos tentados a desanimar, a largar tudo. E queiramos voltar à vida de antes…Mas não! Coragem! Deus nos dá a graça.Recomecemos sempre.Perseverando, veremos lentamente o mundo mudar à nossa volta.Entenderemos que o Evangelho é portador da vida mais fascinante, acende a luz no mundo, dá sabor à nossa existência, tem em si o princípio da resolução de todos os problemas. E não teremos paz enquanto não comunicarmos a nossa extraordinária experiência a outros: aos amigos que nos podem entender, aos parentes, a quem quer que nos sintamos impelidos a transmiti-la.A esperança renascerá.

“Tudo, portanto, quanto desejais que os outros vos façam, fazei-o, vós também, a eles. Isto é a Lei e os Profetas.”

Chiara Lubich

domingo, 1 de junho de 2008

5 Noites de Formação Cristã

Existiria melhor maneira de nos preparamos para uma festa cristã do que 5 noites de formação cristã? Penso que não. Os temas propostos para reflexão pelo Padre Ricardo foram geniais. Porque?
Porque tocaram a vida de todos nós, porque nos apresentam situações concretas que todos experimentamos…porque, acima de tudo, são lições sábias para viver.

Quem nunca passou por momentos difíceis na vida?
Jesus Cristo deu-nos a possibilidade, com a graça necessária (pois não o faríamos sem Ele!), de podermos conquistar a atitude de viver o sofrimento com sentido. Quando Jesus grita de dor na agonia e na cruz, não oferece nenhuma explicação nem toma nenhuma atitude de herói de aguentar. Está numa atitude de luta, de ultrapassar o sofrimento injusto que lhe é imposto, mas que nos inicia num caminho de transformação, num caminho de morte e ressurreição.
Todos sofremos: uns revoltados ou desesperados, outros, confiantes, crescem.
A questão não é sofrer ou não sofrer, mas como se sofre. E como se está com quem sofre.
Por isso, não são bem-aventurados os que sofrem, automaticamente. São bem-aventurados os que sofrem por uma causa que valha a pena! Bem-aventurados os que sofrem, no sentido de bem-aventurados aqueles que se arriscam a entrar no mistério do amor de Deus e que percebem que a sua maneira de enfrentar o sofrimento deverá ser como Jesus.
Ele é solidário connosco, sofre connosco, mas também nos liberta. Não nos deixam instalar neste mundo nem cair na tentação de querer fazer o céu aqui.
E que bom que temos os outros para nos ajudar a viver esta experiência de Amor.
Somos Pedras no Rio Selvagem que vão chocando umas com as outras pela força da água e que se vão moldando, limando as arestas. 
Temos o dever enquanto cristãos de ser pacientes uns para com os outros.

E quem nunca se questionou sobre esse ser que é o Diabo? 
O Diabo, pelo menos, tal como as pessoas o imaginam, não existe. “Diabo”, “demónio”, “satanás” significam a possibilidade real de todos os seres livres desfocarem o Deus de Jesus Cristo, e inventarem uma outra felicidade como deus deles.
A ideia Satanás será, então, apenas um meio de o homem escapar à sua culpabilidade. Realmente nós somos mesmo bons a inventar desculpas…
Temos de assumir as nossas responsabilidades, não empurrá-las para outro(s) e renunciar a Satanás, isso é, à felicidade inventada por nós, para poder acolher a felicidade de Jesus Cristo.
E por fim, a nossa Igreja cheia de Sabedoria, onde partilhamos, no nosso grupo, a mesma direcção, ganhando sentido de comunidade que pode chegar mais rápido e mais facilmente ao destino, porque quando nos ajudamos uns aos outros os resultados são melhores.
Compartilhar a liderança, respeitar-nos mutuamente durante todo o percurso; dividir os problemas e os trabalhos mais difíceis; reunir habilidades e capacidades; combinar dons, talentos e recursos. 
Estar unidos, uns ao lado dos outros, apesar das diferenças. Nos momentos difíceis, nas horas de árduo trabalho, e também nos tempos de lazer e repouso.   
Se nos mantivermos uns ao lado dos outros, apoiando-nos mutuamente, se tornarmos realidade o espírito de equipas, se apesar das divergências, pudermos formar um grupo unido para enfrentar todo o tipo de situações, se entendermos o verdadeiro valor da amizade, se tivermos consciência do sentimento de partilha, a vida será mais simples.   Que bom que era se todos vivêssemos assim!

Vera

Palavra de Vida de Junho de 2008

«Aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele». (1 Jo 3, 24)

Quando gostamos muito de alguém, o nosso maior desejo é estar sempre com essa pessoa amada. Este é também o desejo de Deus, que é Amor. Ele criou-nos para que O pudéssemos encontrar. E a nossa alegria nunca será completa enquanto não chegarmos a uma união íntima com Ele, que é o único que pode saciar o nosso coração. Ele desceu do Céu para estar connosco e para nos introduzir na comunhão com Ele.

São João, na sua Carta, fala de "permanecer" um no outro: Deus em nós e nós n'Ele. Recorda esta exigência profunda, que Jesus manifestou na Última Ceia. «Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós», tinha dito o Mestre, explicando, com a alegoria da videira e dos ramos, como é forte e vital o vínculo que nos une a Ele (1).

Mas como alcançar a união com Deus?

São João não tem hesitações: basta "guardar os Seus mandamentos":

«Aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele».


Mas, serão muitos os mandamentos que é preciso "guardar" para chegar a esta unidade?

Não, a partir do momento em que Jesus os resumiu a todos num único mandamento. «Este é o Seu mandamento – recorda São João, imediatamente antes de enunciar a nossa Palavra de Vida, aquela que escolhemos para este mês –: que acreditemos no Nome de Seu Filho, Jesus Cristo, e que nos amemos uns aos outros, conforme o mandamento que Ele nos deu» (2).

Acreditar em Jesus e amarmo-nos como Ele nos amou: é este o único mandamento.

Se a existência humana só encontra a sua realização se Deus permanecer entre nós, então só há um modo para sermos plenamente nós mesmos: amar! São João está de tal modo convencido disso que o repete muitas vezes ao longo de toda a Carta: «Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (3); «Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós…» (4).

Conta a tradição, a este respeito, que quando São João, já velhinho, era interrogado sobre os ensinamentos do Senhor, repetia sempre as palavras do Mandamento Novo. Se lhe perguntavam porque é que não falava de outra coisa, respondia: «Porque é esse o mandamento do Senhor! Se o praticarmos, já não precisamos de mais nada».

Assim acontece com cada Palavra de Vida: leva-nos infalivelmente a amar. Não pode ser de outro modo, porque Deus é Amor e cada Palavra Sua contém o Amor, exprime-o. E, se for vivida, transforma tudo em Amor.

«Aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele».


A Palavra deste mês convida-nos a acreditar em Jesus, a aderir com todo o nosso ser à Sua Pessoa e ao Seu ensinamento. A acreditar que Ele é o amor de Deus – como nos ensina ainda São João nesta Carta – e que, por amor, deu a vida por nós (5). A acreditar até quando nos parecer que Ele está longe, quando não O sentirmos, quando surgirem dificuldades ou sofrimentos...

Fortalecidos com esta fé, saberemos viver segundo o Seu exemplo e, obedecendo ao Seu mandamento, saberemos amarmo-nos como Ele nos amou. Amar até quando o outro já não nos parece amável, ou quando temos a impressão de que o nosso amor é inadequado, inútil, não correspondido. Fazendo assim reavivaremos os relacionamentos entre nós, de um modo cada vez mais sincero, cada vez mais profundo, e a nossa unidade atrairá a permanência de Deus entre nós.

«Aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele».

«Estávamos enamorados, o meu marido e eu, e era muito fácil o relacionamento entre nós nos primeiros anos de casamento. Mas, neste último período, ele anda muito cansado e stressado. No Japão, o trabalho pesa mais do que um rochedo, sobre as costas de uma pessoa.

Uma noite, depois de voltar do trabalho, ele sentou-se à mesa para jantar. Fiz menção de me sentar ao lado dele, mas, aos gritos, ele mandou-me embora: "Não tens o direito de comer, porque não trabalhas!". Passei a noite a chorar, pensando em ir-me embora de casa, em me separar. No dia seguinte mil e um pensamentos continuavam a atormentar--me: "Errei em ter casado com ele, já não consigo viver com ele".

À tarde falei disto às amigas com quem partilho a minha vida cristã. Ouviram-me com amor e, através da comunhão com elas, reencontrei a força e a coragem necessárias para continuar em frente. Consegui ir preparar o jantar para o meu marido. À medida que se aproximava a hora do seu regresso, aumentava o meu receio: como é que ele vai reagir hoje? Mas uma voz, dentro de mim, parecia dizer-me: "Aceita este sofrimento, não desistas. Continua a amar". E eis que ele bateu à porta. Trouxe um bolo para mim. "Desculpa-me – disse-me – por aquilo que aconteceu ontem"».

Chiara Lubich



1) Cf. Jo 15, 1-5; 2) 1 Jo 3, 23; 3) ibid. 4, 16; 4) ibid. 4, 12; 5) cf. ibid. 3, 16.

sábado, 3 de maio de 2008

Palavra de Vida de Maio de 2008

“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17b)

O apóstolo Paulo escreveu duas cartas aos cristãos da cidade de Corinto, na Grécia. Nutria por eles uma estima particular. Ele tinha vivido no meio deles por quase dois anos, entre 50 e 52 dC. Tinha semeado ali a Palavra de Deus, lançando as bases da comunidade cristã, até o ponto de gerá-la como um pai (cf. 1Cor 3,6.10; 4,15). Poucos anos mais tarde, quando ele voltou para visitá-los, algumas pessoas contestaram publicamente a sua autoridade de apóstolo (cf. 2Cor 2,5-11; 7,12). Foi essa a ocasião para reafirmar a grandeza do seu ministério. Ele anunciava o evangelho não por iniciativa própria, mas impelido por Deus. Para ele, a Palavra de Deus não se escondia mais por trás de nenhum véu, porque o Espírito Santo lhe concedeu que ele a entendesse à luz do que tinha acontecido na pessoa de Cristo Jesus. Por isso ele pôde vivê-la e anunciá-la com plena liberdade. A palavra permitia-lhe entrar em comunhão com o Senhor, ser transformado nele, até ser guiado pelo próprio Espírito de liberdade.

“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”

Jesus Ressuscitado, o Senhor, ainda hoje continua agindo na história, como nos tempos de Paulo, e o faz de modo especial na comunidade cristã, através de seu Espírito. Ele também nos permite compreender o evangelho em toda a sua novidade e o inscreve em nossos corações, de modo que seja a nossa lei de vida. Não somos guiados por leis impostas de fora; não somos escravos sujeitos a determinações que não nos convencem e que não aceitamos. O cristão é movido por um princípio de vida interior, que o Espírito Santo lhe conferiu com o batismo. É movido pela sua voz, que repete as palavras de Jesus e faz com que as compreenda em toda a sua beleza, expressão de vida e de alegria. O Espírito as atualiza, ensina como vivê-las e ao mesmo tempo dá a força para colocá-las em prática. É o próprio Senhor que, graças ao Espírito Santo, vem viver e agir em nós, transformando-nos em evangelho vivo. Ser guiado pelo Senhor, pelo seu Espírito, pela sua Palavra: é essa a verdadeira liberdade que coincide com a mais profunda realização do nosso eu.

“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”

Mas, para que o Espírito Santo possa agir, sabemos que é necessária a plena disponibilidade para escutá-lo, com a disposição de mudar a nossa mentalidade, se preciso for, e depois aderir plenamente à sua voz. É fácil deixar-se escravizar pelas pressões que os costumes e a opinião pública exercem sobre nós e que podem nos induzir a escolhas erradas. Para viver a Palavra de Vida deste mês é necessário aprender a dar um não decidido a todo o negativo que brota do nosso coração cada vez que somos tentados a nos adequar a modos de agir que não estão de acordo com o evangelho; é preciso aprender a dar um sim convicto a Deus cada vez que sentimos o seu chamado a viver na verdade e no amor. Assim descobriremos que a relação existente entre a cruz e o Espírito é de causa e efeito. Cada corte, cada poda, cada não ao nosso egoísmo é uma fonte de luz nova, de paz, de alegria, de amor, de liberdade interior, de realização de si. É uma porta aberta ao Espírito Santo. Neste tempo de Pentecostes, ele poderá nos dar com mais abundância os seus dons, poderá guiar-nos. E seremos reconhecidos como verdadeiros filhos de Deus. Ficaremos cada vez mais livres do mal, cada vez mais livres para amar.

“Onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”

É essa a liberdade que um funcionário das Nações Unidas encontrou durante a sua última tarefa em um dos países balcânicos. As missões que lhe eram confiadas representavam um trabalho gratificante, embora extremamente duro. Uma das suas grandes dificuldades era ficar distante da família por períodos tão longos. Mesmo quando voltava para casa era difícil deixar fora da porta a carga de trabalho que o envolvia, para dedicar-se com ânimo desimpedido às crianças e à esposa. De repente aconteceu uma nova transferência para outra cidade, sempre na mesma região; e ele não podia nem pensar em levar consigo a família, porque, apesar dos acordos de paz recém-assinados, as hostilidades continuavam. O que fazer? O que vale mais, a carreira ou a família? Discutiu longamente a questão com a esposa, que há tempo compartilhava com ele uma intensa vida cristã. Os dois pediram que o Espírito Santo os iluminasse e procuraram entender qual seria a vontade de Deus para toda a família. Enfim, tomaram a decisão: deixar aquele trabalho tão cobiçado. Decisão realmente incomum nesse ambiente profissional. “A força para fazer essa escolha – conta ele – foi fruto do amor mútuo com a minha esposa: ela nunca me fez pesar as privações que eu lhe causava; e eu, de minha parte, procurei o bem da família, para além da segurança econômica e da carreira. E encontrei a liberdade interior”.

Chiara Lubich